segunda-feira, 11 de junho de 2012

Se amanhã o amor vier. Direi que entre e que por aqui passe a eternidade.

Scott and Allison 
Existe algo que me afasta a ele, mas existe algo bem maior que me leva violentamente ao seus braços. Será refugiu? ou será prisão? Eu o vejo, e não consigo definir seu interior.
Seus olhos são como as ondas do mar, azuis, profundos e imprevisíveis. Sua pele é suave e pálida, mas sinto que atrás de tanta suavidade já existiram marcas, de garras, bombas e armas pesadas.
Seu respirar manso, me deixa a imaginar, seus lábios gentilmente tocando meus ouvidos, e dizendo coisas que para mim, que nunca foram ditas. Seu corpo semi-estrutural, me chama atenção, não vejo agressão, nem mesmo desleixo, vejo trechos de poema em cada curva de seu corpo, prontos para serem lidos e relidos.
Eu vejo seu sorriso, e permito-me a decorar cada detalhe que vejo, sem me importar com falsas esperanças e destinos incertos. 
Eu o imagino, de formas imprevisíveis, únicas e surpreendentemente loucas. Eu o imagino, rindo sob o amanhecer de dezembro. Eu o imagino sempre sorrindo, sorrindo pra mim, como se nós fossemos algo mais que desconhecidos, amigos, ou colegas de classe. Eu o imagino, rindo, sempre rindo, só pra mim. 
A felicidade nós seus olhos é o que basta. Mas o que me satisfaz são dias eternos ao seu lado.

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